Silencio, the party has started

October 6, 2011

Mesmo não completamente terminado, o clube Silencio de David Lynch abriu em Paris para abrigar as festas de Proenza Schouler, Gareth Pugh, Balenciaga, Hermès e Chanel durante a mais famosa das semanas de moda.
O prédio, na rua 142 da rua Montmartre, é um marco da cidade, construído pelo mesmo atelier que criou a Torre Eiffel. Originalmente uma gráfica, foi o escritório de jornais como o esquerdista L’Aurore, que imprimiu a carta aberta de Émile Zola, “J’Accuse,” em defesa a Alfred Dreyfus, em 1898.
Mas o Silencio de Paris é diferente do Club Silencio de “Mulholland Drive” – mais opulento que nefasto. Levou dois anos para ser construído, ao custo de 3 milhões de euros, e já foi comparado ao Cabaret Voltaire em Zurique, à Factory de Andy Warhol em Nova York e ao Café Flore dos existencialistas franceses.
As escadas pretas na entrada levam a uma série de espaços dourados – com folheados de ouro nos arcos e paredes feitos de pequenos blocos de carvalho e trabalhados pelo mesmo grupo de artesãos responsáveis pela cúpula dos Inválidos e a chama da Estátua da Liberdade. A iluminação joga com a realidade. Luzes nos espelhos dos banheiros transformam os olhos de quem se olha em olhos brilhantes de gato. As paredes não são pintadas, mas cobertas com materiais naturais como mármore decomposto. O teto tem linhas de metal dourado que funcionam como espelhos distorcidos.
Uma floresta com árvores de aço amarelo e espelhos de dois lados que dão a ideia de infinitude servem como um quarto esfumaçado. Há uma sala de teatro-cinema e uma livraria-lounge. Um palco e uma pista de dança transluscente e refletiva evoca a atmosfera do Clube Silêncio, cujo mágico diz, “É tudo uma ilusão.”
Silêncio vai abrir como um clube para membros, com a anuidade de 780 euros para quem tem até até 30 anos e vive fora da França. O objetivo é atrair 2.000 membros do mundo das artes, incluindo estilistas e designers de interiores, escritores, músicos, atores e chefs.
De terças a domingos, das 18h à meia-noite, apenas membros e um convidado cada serão admitidos, mas da meia-noite às 6h da manhã, o clube abrirá suas portas a todos (a capacidade é de 350 pessoas.)
Pelos últimos três anos, Lynch trabalhou nos mesmos estúdios litográficos usados por Picasso e Miró, em Montparnasse. “desenhando nas mesmas pedras onde eles pintaram”, disse ele.
“Agora que Silencio existe, não sou mais o diretor que controla a ação, a marionete que puxa os fios, o músico que cuida do som,” Lynch declarou ao jornal francês L’Express. “Olhando para o que realizamos,” ele disse, “me sinto quase imortal.”

Em tradução livre de matéria do The New York Times.
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Paris Fashion Week, with all its glitter and hype, was too tempting an opportunity to pass up. So the 2,100-square-foot not-quite-finished Silencio was transformed this past week into a must-see, must-experience hothouse for the visiting fashion-and-media elite. In addition to Mr. Doma and Mr. West, party hosts included Proenza Schouler, Gareth Pugh, Balenciaga, Hermès and Chanel.
The building — 142, rue Montmartre, is a Paris landmark, constructed by the same atelier that designed the Eiffel Tower. Originally a printing house, it was the headquarters for newspapers like the left-leaning L’Aurore, which printed Émile Zola’s open letter, “J’Accuse,” in defense of Alfred Dreyfus, in 1898.
The Paris Silencio is different from the “Mulholland Drive” Club Silencio — more opulent than ominous. With the space two years in the making and at a cost of 3 million euros (about $4 million), its preopening P.R. appears to be working; already it has been compared to the Dadaists’ Cabaret Voltaire in Zurich, Andy Warhol’s Factory in New York and the existentialists’ Café Flore on the Left Bank.
Upon entry, the darkness of the black staircase opens into a series of golden spaces — soft gold leaf on arches and walls constructed from small blocks of raw oak. (The same group of artisans responsible for the gold domes of the Invalides, the Corcoran Gallery of Art in Washington and the flame of the Statue of Liberty laid on the gold leaf with special brushes). The lighting plays with reality. Lights ringing the mirrors in the restroom turn viewers’ eyes into bright cats’ eyes. Walls are not painted but covered with natural materials like decomposed marble. Ceilings are lined with strips of golden metal that function as distortion mirrors.
A dream forest with pale yellow steel trees and two-way mirrors that give the illusion of infinity will serve as (this being Paris) a smoking room. There is a 24-seat movie theater and a loungelike library. A live stage with a translucent and reflective dance floor evokes the feel of the film’s Club Silencio, whose magicians says, “It’s all an illusion.”
Silencio will open as a member’s only club, with an annual membership of 780 euros (about $1,040) — or 420 euros (about $560) for anyone under 30 and for those living outside of France. The aim is to attract a core global membership of 2,000 people in the arts, including fashion and interior designers, artists, writers, musicians, actors and chefs, said Arnaud Frisch, one of Silencio’s owners. (The membership application also lists more commercial professions, like advertising and communication specialists and business owners.)
On Tuesdays through Sundays, from 6 p.m. until midnight, only members — and one guest each — will be admitted; but from midnight until 6 a.m., the club opens its doors to all. (There is a maximum occupancy of 350, although the comfort level is only about 200.)
For the past three years, Mr. Lynch has worked in the lithographic studio in Montparnasse that Picasso and Miró used, “drawing on the same stones where they painted,” he said.
“Now that Silencio exists, I am no longer the director who controls the action, the marionette who pulls the strings, the musician who masters the sounds,” Mr. Lynch told a French interviewer for L’Express. That feeling of letting go, he added, brings with it both “relief and slight anxiety.”
And, paradoxically, a sense of empowerment, as well. “Looking at what we have done,” he said, “I feel myself almost immortal.”

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